MONTADOR DE ANDAIME


Características da função Montador de Andaimes

O que faz um montador de andaimes

– Realiza atividades de montagem para permitir a execução de trabalhos de construção nas partes elevadas das obras; modifica andaimes, alterando e ampliando armações, plataformas e outros elementos, para adaptá-los à progressão das tarefas; desmonta os andaimes depois dos trabalhos concluídos, desarmando as plataformas, módulos, corrimãos e demais acessórios.

Tipos de andaimes que o montador pode instalar

– Tubular, fachadeiro, equipado e multidirecional.

O que é necessário para ser um bom montador

– Esse profissional deve ter domínio de montagem e conhecer todos os tipos e modelos de andaimes existentes.  

Onde o montador pode trabalhar

– Em manutenção e construção de novas instalações, na infraestrutura de rodovias, estações de tratamento de  água e esgoto.

Responsabilidades desse profissional

– Garantir que a montagem seja realizada de acordo com as especificações do projeto, verificar a qualidade dos equipamentos, conferir os apertos de abraçadeiras ou dos encaixes necessários a cada modelo, providenciar a amarração da estrutura da edificação e reportar ao supervisor direto qualquer problema observado no material na montagem.

Experiência

– A experiência anterior é desejável, porém é difícil encontrar mão de obra qualificada nesse setor.

Onde aprender a profissão

– São poucas as instituições que formam profissionais na área de montagens de andaimes, um exemplo delas é o Senai, mas não está disponível em todas as unidades

Mercado de trabalho

– O montador é muito requisitado e, com o aquecimento da área de edificações, a procura por contratação desse tipo de profissional tende a aumentar.

Apoio técnico: Renato Nunes Caetano – diretor de Estruturas Tubulares da Alec (Associação Brasileira das Empresas Locadoras de Bens Móveis).

TEMOS BRIGADISTAS


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VAGAS DE TRABALHO


Caros colegas.

Devido à grande procura e ao grande crescimento na formação do profissional Técnico em Segurança do Trabalho,  foi observado que o mercado de trabalho também desenvolve rápido e a oferta de vagas para o profissional em Saúde e Segurança do Trabalho tem respondido a essa demanda.
Mas para que o profissional recém formado entre no mercado, ainda existe o “ “QI” – Quem Indique”  pouquíssimos profissionais entram no mercado, mas por conta da indicação eles não desenvolve o emprenho esperado.
Assim criamos o CTST – Cadastro de Técnicos de Segurança do Trabalho.
Esse Cadastro serve para armazenar dados do perfil do candidato a vaga.
Serve também para se aplicar um teste avaliativo que não tem a finalidade de reprovar, mas sim testar o conhecimento dos candidatos.
Lembramos que estamos precisando urgentemente de Técnicos para a região do Pólo Petroquímico de Candeias,  São Francisco do Conde, Camaçari, para o CIS Feira de Santana, Alagoinhas.

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Dentre as empresas que a RS Consultoria e Treinamento já mantém contato com a colocação do profissional em SST no mercado de trabalho, podemos citar algumas como:
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Sismo de Lisboa de 1755


sismo de 1755, também conhecido por Terramoto de 1755, ocorreu no dia 1 de novembro de 1755, resultando na destruição quase completa da cidade de Lisboa, e atingindo ainda grande parte do litoral do Algarve. O sismo foi seguido de um maremoto- que se crê tenha atingido a altura de 20 metros – e de múltiplos incêndios, tendo feito certamente mais de 10 mil mortos (há quem aponte muitos mais). Foi um dos sismos mais mortíferos da História, marcando o que alguns historiadores chamam a pré-história da Europa Moderna. Os geólogos modernos estimam que o sismo de 1755 atingiu a magnitude 9 na escala de Richter.

O terramoto de Lisboa teve um enorme impacto político e sócio-económico nasociedade portuguesa do século XVIII, dando origem aos primeiros estudos científicosdo efeito de um sismo numa área alargada, marcando assim o nascimento da modernaSismologia. O acontecimento foi largamente discutido pelos filósofos iluministas, comoVoltaire, inspirando desenvolvimentos significativos no domínio da teodiceia e da filosofia do sublime.

O terremoto

O terramoto fez-se sentir na manhã de 1 de Novembro de 1755 às 9:30 ou 9:40 da manhã, dia que coincide com o feriado do Dia de Todos-os-Santos.

O epicentro não é conhecido com precisão, havendo diversos sismólogos que propõem locais distanciados de centenas de quilómetros. No entanto, todos convergem para umepicentro no mar, entre 150 a 500 quilómetros a sudoeste de Lisboa. Devido a um fortesismo, ocorrido em 1969 no Banco de Gorringe, este local tem sido apontado como tendo forte probabilidade de aí se ter situado o epicentro em 1755. A magnitude pode ter atingido 9 na escala Richter.

Relatos da época afirmam que os abalos foram sentidos, consoante o local, durante entre seis minutos a duas horas e meia, causando fissuras enormes de que ainda hoje há vestígios em Lisboa. O padre Manuel Portal é a mais rica e completa fonte sobre os efeitos do terramoto, tendo descrito, detalhadamente e na primeira pessoa, o decurso do terramoto e a vida lisboeta nos meses que se seguiram. A intensidade do terramoto em Lisboa e no cabo de São Vicente estima-se entre X-XI na escala de Mercalli. Com os vários desmoronamentos os sobreviventes procuraram refúgio na zona portuária e assistiram ao recuo das águas, revelando o fundo do mar cheio de destroços de navios e cargas perdidas. Poucas dezenas de minutos depois, um tsunami, que atualmente se supõe ter atingido pelo menos seis metros de altura, havendo relatos de ondas com mais de 10 metros, fez submergir o porto e o centro da cidade, tendo as águas penetrado até Campo de Ourique. Nas áreas que não foram afetadas pelo tsunami, o fogo logo se alastrou, e os incêndios duraram pelo menos cinco dias. Todos tinham fugido e não havia quem o apagasse.

O tsunami

Lisboa não foi a única cidade portuguesa afetada pela catástrofe. Todo o sul de Portugal, sobretudo o Algarve, foi atingido e a destruição foi generalizada. Além da destruição causada pelo sismo, o tsunami que se seguiu destruiu no Algarve fortalezas costeiras e habitações, registando-se ondas com até 30 metros de altura. As ondas de choque do sismo foram sentidas por toda a Europa e norte da África. As cidades marroquinas de Fez e Meknès sofreram danos e perdas de vida consideráveis. Os maremotos originados pela movimentação tectónica varreram locais desde do norte de África (como Safim e Agadir) até ao norte da Europa, nomeadamente até à Finlândia(através de seichas) e através do Atlântico, afetando os Açores e a Madeira e locais tão longínquos como Antígua, Martinica e Barbados. Diversos locais em torno dogolfo de Cádis foram inundados: o nível das águas subiu repentinamente em Gibraltare as ondas chegaram até Sevilha através do rio Guadalquivir, Cádis, Huelva e Ceuta.[2]

De uma população de 275 mil habitantes em Lisboa, crê-se que 90 mil morreram], 900 das quais vitimadas diretamente pelo tsunami. Outros 10 mil foram vitimados em Marrocos. Cerca de 85% das construções de Lisboa foram destruídas, incluindo palácios famosos e bibliotecas, conventos e igrejas, hospitais e todas as estruturas. Várias construções que sofreram poucos danos pelo terramoto foram destruídas pelo fogo que se seguiu ao abalo sísmico, causado por lareiras de cozinha, velas e mais tarde por saqueadores em pilhagens dos destroços.

A recém-construída Casa da Ópera, aberta apenas seis meses antes, foi totalmente consumida pelo fogo. O Palácio Real, que se situava na margem do Tejo, onde hoje existe o Terreiro do Paço, foi destruído pelos abalos sísmicos e pelo tsunami. Dentro, na biblioteca, perderam-se 70 mil volumes e centenas de obras de arte, incluindo pinturas de Ticiano, Rubens e Correggio. O precioso Arquivo Real com documentos relativos à exploração oceânica e outros documentos antigos também foram perdidos. O terramoto destruiu ainda as maiores igrejas de Lisboa, especialmente a Catedral de Santa Maria, e as Basílicas de São Paulo, Santa Catarina, São Vicente de Fora e a da Misericórdia. As ruínas do Convento do Carmo ainda hoje podem ser visitadas no centro da cidade. O túmulo de Nuno Álvares Pereira, nesse convento, perdeu-se também. O Hospital Real de Todos os Santos foi consumido pelos fogos e centenas de pacientes morreram queimados. Registos históricos das viagens de Vasco da Gama e Cristóvão Colombo foram perdidos, e incontáveis construções foram arrasadas (incluindo muitos exemplares da arquitetura do período Manuelino em Portugal).

O dia seguinte

A família real portuguesa escapou à catástrofe. O Rei D. José I e a corte tinham deixado a cidade depois de assistir a uma missa ao amanhecer, encontrando-se em Santa Maria de Belém, nos arredores de Lisboa, na altura do terramoto. A ausência do rei na capital deveu-se à vontade das princesas de passar o feriado fora da cidade. Depois da catástrofe, D. José I ganhou uma fobia a recintos fechados e viveu o resto da sua vida num complexo luxuoso de tendas no Alto da Ajuda, denominado como Real Barraca da Ajuda, em Lisboa. Tal como o rei, o Marquês de Pombal, Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Guerra e futuro primeiro-ministro, sobreviveu ao terramoto. Com o pragmatismo que caracterizou a sua futura governação, ordenou ao exército a imediata reconstrução de Lisboa. Conta-se que à pergunta “E agora?” respondeu “Enterram-se os mortos e cuidam-se os vivos” mas esse diálogo é provavelmente apócrifo. A sua rápida resolução levou a organizar equipas de bombeiros para combater os incêndios e recolher os milhares de cadáveres para evitar epidemias.

O ministro e o rei encomendaram aos arquitectos e engenheiros reais, e em menos de um ano depois do terramoto já não se encontravam em Lisboa ruínas e os trabalhos de reconstrução iam adiantados. O rei desejava uma cidade nova e ordenada e grandes praças e avenidas largas e rectilíneas marcaram a planta da nova cidade. Reza a lenda ter sido à época perguntado ao Marquês de Pombal para que serviam ruas tão largas, ao que este respondeu que um dia hão-de achá-las estreitas….

O novo centro da cidade, hoje conhecido por Baixa Pombalina é uma das zonas nobres da cidade. Serão dos primeiros edifícios mundiais a serem construídos com protecções à prova de sismos (antí-sismicas), que foram testadas em modelos de madeira, utilizando-se tropas a marchar para simular as vibrações sísmicas.

O terramoto e a filosofia iluminista

“Marquês de Pombal” e a cidade de Lisboa, de Louis-Michel van Loo (1707-1771) e Claude-Joseph Vernet (1714-1789), Museu da Cidade, Lisboa

O ano de 1755 insere-se numa era fulcral de uma grande transformação social: a Revolução Industrial, o Iluminismo, o Capitalismo lançam as bases de uma sociedade moderna em alguns países da Europa Ocidental. O terramoto influenciou de forma determinante muitos pensadores europeus do Iluminismo. Foram muitos os filósofos que fizeram menção ou aludiram ao terramoto nos seus escritos, dos quais se destaca Voltaire, no seu Candide e no Poème sur le désastre de Lisbonne (“Poema sobre o desastre de Lisboa”). A arbitrariedade da sobrevivência foi, provavelmente, o que mais marcou o autor, que satirizou a ideia, defendida por autores como Gottfried Wilhelm Leibniz e Alexander Pope, de que “este é o melhor dos mundos possíveis”; como escreveu Theodor Adorno, o terramoto de Lisboa foi suficiente para Voltaire refutar a teodiceia de Leibniz” (Negative Dialectics, 361). Mais tarde, no século XX, também citando Adorno, o terramoto passou a ser comparado aoHolocausto – uma catástrofe de tais dimensões que só poderia ter um impacto profundo e transformador na cultura e filosofia europeias. Esta interpretação de Theodor Adorno serve de ilustração à sua interpretação da história, que é bastante crítica da sociedade moderna e associada a uma visão ideológica não muito distante do marxismo.

Ruínas de Lisboa. Após o terramoto os sobreviventes viveram em tendas nos arredores da cidade, como ilustra esta gravura alemã de 1755.

O conceito do sublime, embora já tivesse sido formulado antes de 1755, foi desenvolvido na Filosofia e elevado a tema de maior importância por Immanuel Kant, em parte como resultado das suas tentativas para compreender a enormidade do terramoto de Lisboa e dotsunami. Kant publicou três textos distintos sobre o terramoto. O jovem Kant, fascinado com o fenómeno, reuniu toda a informação que conseguiu sobre o desastre, através de notícias impressas, servindo-se desses dados para formular uma teoria relacionada com a origem dos sismos. A teoria de Kant, que envolvia o deslocamento de enormes cavernassubterrâneas insufladas por gases a alta temperatura, foi, ainda que mais tarde se mostrasse falsa, uma das primeiras tentativas sistematizadas a tentar explicar os sismos através de causas naturais, em vez de causas sobrenaturais. De acordo com o filósofo marxista Walter Benjamin, o pequeno caderno de Kant sobre o assunto representa, provavelmente, o início da Geografia científica na Alemanha. O mesmo autor chega a afirmar: “E foi, certamente, o início da Sismologia” (frase essa que é mais controversa – talvez o início da Sismologia moderna tenha começado mesmo em Portugal com os estudos incentivados pelo Marquês de Pombal).

O pensador pós-moderno Werner Hamacher chega a defender a tese de que as consequências do terramoto se estenderam ao vocabulário da Filosofia, transtornando as metáforas da “fundamentação” e dos “fundamentos” das teorias filosóficas, mostrando como estes podem ser facilmente “abalados” pela incerteza: “Sob a impressão exercida pelo terramoto de Lisboa, que tocou a mentalidade europeia numa das suas épocas mais sensíveis, as metáforas da fundamentação (“ground” = chão, em inglês) e dos abalos perderam totalmente a sua inocência aparente; deixavam de ser meras figuras de estilo” (pág. 263). Hamacher defende mesmo que a certeza fundadora da filosofia de Descartes sofreu um considerável abalo após o terramoto.

1755 lisbon

Grande incêndio de Chicago


Grande Incêndio de Chicago é a denominação geralmente utilizada para referir-se ao incêndio que no verão de de 1871 causou a morte de trezentas pessoas, além de tornar noventa mil desabrigadas, e causar mais de duzentos milhões de dólares em danos na cidade de Chicago, nos Estados Unidos.

Nesta época Chicago era o maior entreposto mundial de madeira. Prédios, casas e até mesmo ruas, eram quase todas construídas na cidade utilizando-se desse material. No verão de 1871, uma temporada anormalmente e extremamente seca, com apenas um quarto da precipitação normal, criou o cenário propício para um grande incêndio, que iniciou-se num estábulo na zona sul da cidade e rapidamente espalhou-se, devido a ventos secos e fortes, engolfando toda a cidade.

A cidade foi rapidamente reconstruída. Chicago atraiu muitos arquitetos de renome, que queriam participar ativamente do processo de reconstrução. Frank Lloyd Wright foi um destes arquitetos. Um detalhado plano de planejamento urbano foi criado e implantado. A engenharia e a arquitetura da cidade tornaram-se conhecidas mundialmente.

Chicago

PATENTES MILITARES POR CIVIS


 

Muito dos civis de hoje, atuam como voluntários segundo a Lei Federal de nº Lei nº 9.608, de 18 de fevereiro de 1998 que habilitou diversos projetos no Brasil com uma visão diferente.

Antes de falar sobre esse tema, gostaríamos de relatar um fato aqui que vai esclarecer quando isso começou no Brasil. Por favor, observe no artigo abaixo descrito.

A Revolta Feminina aos Torpedeamentos

Quando o Brasil começou a ter seus navios mercantes torpedeados, a população começou a revoltar-se, e principalmente as mulheres, que não podiam suportar tal ofensa. As mulheres brasileiras jamais se furtaram à sua obrigação, ao seu dever patriótico de defender a sua Pátria. Imbuídas desse espírito de patriotismo, procuraram encontrar uma forma de atender a esse chamamento e a maneira encontrada foi preparando-se para tratarem os futuros feridos. As Escolas de Enfermagem encheram-se de jovens candidatas a enfermeiras. Como não havia tempo hábil para formar enfermeiras profissionais, cujo curso tinha a duração de 3 anos, foram criados dois outros cursos: de Samaritanas, que era um Supletivo de Enfermagem com a duração de um ano letivo, e o de Voluntárias Socorristas, com 3 meses de treinamento.O número de enfermeiras profissionais era muito pequeno, assim, resolveram aceitar qualquer diploma de curso de Enfermagem, fosse o de profissional, cuja duração, como disse, era de 3 anos, o de Samaritana, de 1 ano letivo, ou o de Voluntária Socorrista, de 3 meses. Uma vez apresentado o diploma de habilitação ao atendimento ao doente, qualquer que fosse o grau, no Curso que seria ministrado, no Exército seriam feitas a seleção e o aperfeiçoamento, específicos para a guerra. O Curso de Emergência de Enfermeiras da Reserva do Exército (CEEREX) foi ministrado em sua maioria com integrantes desses dois cursos, e a FEB contou apenas com 6 enfermeiras profissionais. Uma vez elaboradas as leis de convocação, teve início o recrutamento. Naqueles idos de 1940, havia uma carência muito grande de Enfermeiras Profissionais (como eram chamadas as atuais Enfermeiras de Alto Padrão). Contou-me o Gen. Souza Ferreira que, certo dia, os americanos a ele se dirigiram perguntando: “E as suas enfermeiras?”, e o Gen. respondeu: “Não temos”. Os americanos se mostraram surpresos e disseram que nós teríamos que ter as nossas próprias enfermeiras, pois as deles estavam já muito cansadas e, além do mais, não falavam a nossa língua. Partindo dessa pressão dos americanos foi que nossas autoridades se movimentaram no sentido de organizar uma equipe de enfermeiras. Face a essa situação é que foi criado o Corpo de Oficiais Enfermeiras do Exército.

Assim se formou o primeiro grupo de Oficiais Voluntárias no Brasil. Um grupo de mulheres que se sentiram indignadas com o que ocorria em nossa costa que estava sendo bombardeada pelos alemães em plena Primeira Guerra Mundial e que no ano de 1942 tivemos a primeira turma Formada das voluntária Socorristas, um curso de 3 meses realizado no Palácio  de Tiradentes, podem seguir o conteúdo na integra no link Heróis da guerra.

Não apenas esses relatos contam o inicio desta jornada. Nos tempos atuais, temos diversos Grupos de Associações em todo o Brasil com civis recebendo patentes militares para apresentar e representar as suas respectivas unidades.

Uma dessas Entidades é o Corpo de Bombeiros da BR 116 norte da Cidade de Tucano e o Grupamento Tático Resgate da Cidade de Feira de Santana, ambas do Estado da Bahia.

Essas entidades foram coordenadas com Regimentos Internos que definem a organização de seus membros com as respectivas moneclaturas:

 O Comandante:

Tenente Coronel de Brigada, Major, Capitão, Tenente, Sargento e os Soldados e os Recrutas.

Todas essas patentes não induz que eles sejam militares, ou contrários, todos recebem uma credencial de validade interna com referencia entre essas duas unidades que apenas os identificam como Bombeiros Voluntários.

Todos eles recebem um curso de Bombeiro Civil, conforme a ABNT NBR 14608 ou a ABNT NBR 14206 Formação de Brigada de Incêndio.

Com essa formação, os mesmos se habilitam para atuar como Brigadistas Voluntários e/ou Bombeiros Voluntários com suas respectivas patentes conforme demonstra o site Bombeiros de Serrinha – BA.

Este Artigo visa esclarecer a todos que querem e pretendem entender como funcionam esse trabalho. Pedimos que vocês comentem e nos ajudem enviando documentários para nosso site.

 

 

 

 

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BRIGADA DE INCÊNDIO PRA QUÊ?


BRIGADA DE INCÊNDIO PRA QUÊ?

Em um País desproporcional em termos de estrutura no seu desenvolvimento, temos grandes empresas com sedes físicas em diversos Estados, algumas com unidades em mais de um Estado.

Como cada Estado da Federação atuam de forma diferenciada nas instalações dessas empresas, temos casos absurdos de falta de respeito com as Normas Nacionais de Segurança.

Nestes nossos embaraços de segurança regional, temos como base de apoio sobre a segurança contra incêndio no Brasil, e em especial, sobre as BRIGADAS DE INCÊNDIOS destas empresas a ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas que teve sua fundação no ano de 1940 e foi quem começou com uma ampla força no desenvolvimento de normas de segurança em nosso país.

Para termos uma ideia, o Brasil em 1872, no primeiro censo oficial, tinha uma população de oito milhões e quatrocentas mil pessoas livres e de um milhão e meio de escravos, num total de nove milhões e novecentos mil habitantes, sendo que o Estado de São Paulo tinha seiscentos e oitenta mil pessoas livres e cento e cinquenta e seis mil escravos, e nessa data a cidade de São Paulo tinha apenas trinta mil habitantes, era a décima cidade brasileira. Portanto o Brasil em aproximadamente cento e quarenta anos passou de dez milhões para cento e noventa e seis milhões de habitantes, com mais de cento e vinte milhões morando nas cidades.

A dinâmica das cidades brasileiras que se modernizam para serem competitivas, dentro dos mercados globais de segurança contra incêndio no Brasil, aumenta a complexidade da produção e dos serviços que, paralelamente às exigências da população urbana, tem provocado o aumento dos riscos de incêndios nas edificações. Para atender a população são implantados grandes depósitos de materiais combustíveis e materiais perigosos, criando locais com enorme potencial de incêndio.

Precisamos nos armar com as ferramentas de projeto, com o controle dos materiais, garantir a construção mais segura e implantar os procedimentos de segurança para uma operação pela qual são minimizados os riscos.

A maioria dos municípios brasileiros não está preparada para essa enorme tarefa. Aprovações de projetos, inspeções e o Habite-se no quesito de SCI – Segurança Contra Incêndio têm sido insatisfatórios e às vezes calamitosas, chegando em casos de sinistros com grandes perdas de vidas.

Tem sido os Estados, na maioria das vezes, que mantêm em convênio com os municípios os serviços de bombeiros, que fazem as avaliações e inspeções nas edificações. Os municípios brasileiros continuam a crescer, principalmente nas áreas urbanas, exigindo um aumento da infraestrutura de SCI.

A produção nas áreas rurais é das maiores do mundo, exigindo grandes silos de armazenamento e agroindústria para beneficiamento, tendo como consequência riscos de grandes incêndios e explosões.

Todos os países têm aprendido com os grandes incêndios, com o Brasil não foi diferente. A urbanização alucinante de São Paulo provocou um aumento brutal do risco de incêndios na cidade, que culminou com os incêndios dos edifícios Andraus e Joelma, com um grande número de vítimas humanas, não apenas as que morreram, mas com todas as pessoas envolvidas diretamente nesses incêndios que tiveram suas vidas afetadas, causando mudanças comportamentais e traumas psicológicos pós-incêndio. Indiretamente, toda a população brasileira foi afetada, pois a televisão apresentou ao vivo essas tragédias.

Seguiram-se outras tragédias com vitimas na cidade do Rio de Janeiro, de Porto Alegre, entre outras.

Essas tragédias provocaram mudanças na legislação, nas corporações de bombeiros, nos institutos de pesquisa e, principalmente, foi iniciado um processo de formação de técnicos e pesquisadores preocupados com essa área de conhecimento.

Sobre o Corpo de Bombeiros, o que podemos falar? É sempre o ultimo a receber meios de prevenção! Enquanto alguns Estados trabalham para melhorar suas infraestruturas, 90% do restante chora por não ter condições de atuação nos combates aos incêndios e também nos resgates em que as unidades atuam.

Recordo-me que no ano de 2006, enquanto eu estava no Estado de SP, em conversa com um Oficial da ativa do Corpo de Bombeiros, lotado na Sé, entregamos algumas indicações/sugestões de como o Corpo de Bombeiros poderiam se tornar unidades independentes da Policia Militar. Como sabemos das dificuldades em relação ao proceder com ideias dentro da corporação, ficamos apenas na ideia, mas alguns Estados já estão bem adiantado nessa questão.

Nossas ideias não foram para provocar divisões e sim união! Se colocarmos o Nordeste, é a Região nacional que mais sofre por infraestrutura, com a divisão de Comando, O Corpo de Bombeiro teria renda própria e suas necessidades seriam atendidas mais rápidas.

Com visão que temos no momento e os esforços que foram feitos nos últimos anos para chegarmos ao ponto em que estamos. Identificamos que temos de avançar na legislação que deve ser continuamente revisada e atualizada em função das necessidades da sociedade e da evolução tecnológica.

Dizem que a legislação está sempre atrasada em relação à necessidade da sociedade, isso nem sempre é verdade, pois em muitos casos ela é capaz de atuar de maneira a provocar mudanças nos procedimentos errados arraigados na sociedade. No Brasil muitos deixam para Deus a total responsabilidade pelas tragédias por eles deflagradas, o que é uma pratica nefasta, pois seria possível minimizar as tragédias por meio de uma legislação adequada.

Muito pela ausência de grandes incêndios e de incêndios com grande número de vítimas, o “problema incêndio”, até o  início dos anos 70 do século passado, era visto como algo que dizia mais respeito ao corpo de bombeiros.

A regulamentação relativa ao tema era esparsa, contida nos Códigos de Obras dos municípios, sem quaisquer incorporações do aprendizado dos incêndios ocorridos no exterior, salvo quanto ao dimensionamento da largura das saídas e escadas e da incombustibilidade de escadas e da estrutura de prédios elevados.

O Corpo de Bombeiros possuía alguma regulamentação, advinda da área seguradora, indicando em geral a obrigatoriedade de medidas de combate a incêndio, como a provisão de hidrantes e extintores, além da sinalização desses equipamentos.

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) tratava do assunto por intermédio do Comitê Brasileiro da Construção Civil, pela Comissão Brasileira de Proteção Contra Incêndio, regulamentando mais os assuntos ligados à produção de extintores de incêndio.

Inexistia, por exemplo, uma norma que tratasse de saídas de emergência.

Toda a avaliação e classificação de risco eram decorrência do dano ao patrimônio, sendo a única fonte reguladora dessa classificação a Tarifa Seguro Incêndio do Brasil (TSIB).

Talvez possamos até afirmar que a situação do País era semelhante à dos EUA em 1911.

E uma conclusão óbvia é a de que nosso País não colheu o aprendizado decorrente dos grandes incêndios ocorridos nos EUA ou em outros países.

Podemos citar algumas tragédias, como: Em 17 de dezembro de 1961, em Niterói (RJ) no Gran Circo Norte-Americano, tendo como resultado 250 mortos e 400 feridos (fonte: http://www2.uol.com.br/JC/_2000/1604/cd1604m.htm.); Ala 13 da montadora de automóveis Volkswagen, em São Bernardo do Campo, ocorrido em 18 de dezembro de 1970, com uma vitima fatal; Em 24 de fevereiro de 1972, no edifício Andraus, na cidade de São Paulo, Do incêndio resultaram 352 vítimas, sendo 16 mortos e 336 feridos; 1º de fevereiro de 1974, incêndio no Edifício Joelma, gerou cento e setenta e nove mortos e trezentos e vinte feridos; em 14 de fevereiro de 1981, no Edifício Grande Avenida, prédio esse localizado na Avenida Paulista, e que deixou saldo de dezessete mortos.

Com esses fatos tivemos diversos  eventos na área de SCI para a melhoria das normas de segurança, contudo, o nosso país, não vai junto com essa regra.

Com todo os dados recentes sobre incêndios em usinas, empresas, residências, edifícios e muitos outros locais públicos, e todos com vitimas, podemos dizer que dos Estados da Federação Nacional do Brasil, dos 27 Estados, apenas 5 tem uma qualidade na área de SCI.

O Norte e Nordeste são a área que mais sofre com isso.

Para termos uma ideia, podemos falar do Estado da Bahia com uma estimativa para o ano de 2011 de 14.097.534 em sua população total e com sua Extensão Territorial de 564.830,859 km², com 417 municípios, tem apenas 22 unidades de Corpo de Bombeiros, com sua maior concentração na Capital baiana – Salvador.

O Estado ainda não possui um Código de Incêndio Próprio, nem Normas Técnicas, apenas seguem diretrizes municipais para a fiscalização da área de SCI.

Só no ano passado, a Bahia teve registrado cerca de 457 incêndios. Desse total, 57 gravíssimos, nos últimos 10 anos foram mais de 7000 casos com percas em valores incontáveis para os empresários e para a população. Prova disso foram os incêndios na Operadora OI e no Laboratório de  Pesquisas da UFBA.

O porquê desta nossa abordagem?

As empresas acham que investir em uma brigada de incêndio é ter gastos.

O que sairia mais barato para a operadora, fazer a brigada ou custear o prejuízo com a queda do seu sistema? E para a UFBA?

Por tal motivo, decidimos ampliar o conhecimento sobre esse fato aqui em nossa pagina, assim se segue um breve resumo sobre “O que é uma BRIGADA DE INCÊNDIO?

A Brigada de Incêndio é basicamente um grupo organizado de pessoas que são especialmente capacitadas para que possam atuar numa área previamente estabelecida, na prevenção, abandono e combate a um princípio de incêndio, e que também estejam aptas a prestar os primeiros socorros a possíveis vítimas.

O brigadista e suas funções

Os brigadistas devem ser pessoas da própria empresa, gozar de boa saúde, boa condição física e conhecer as instalações. Deve ser treinado para ser capaz de identificar situações de emergência, acionar alarme e corpo de bombeiros, cortar energia quando necessário, realizar primeiros socorros, controlar pânico, guiar a saída das pessoas para abandono da área, combater princípios de incêndio.

O treinamento é requisito indispensável para que seja aprovado autos de vistoria do Corpo de Bombeiros e deve ter periodicidade anual.

Uma das irregularidades frequentes encontradas nas dependências das empresas com relação à prevenção contra incêndios diz respeito às saídas de emergências. A lei diz:

Nenhuma porta de entrada, ou saída, ou de emergência de um estabelecimento ou local de trabalho, deverá ser fechada a chave, aferrolhada ou presa durante as horas de trabalho.

Durante as horas de trabalho, poderão ser fechadas com dispositivos de segurança, que permitam a qualquer pessoa abri-las facilmente […]

A NR 23 orienta sobre a proteção contra incêndios e diz que Todas as empresas deverão possuir:
a) Proteção contra incêndio;
b) Saídas suficientes para a rápida retirada do pessoal em serviço, em caso de incêndio;
c) Equipamento suficiente para combater o fogo em seu início;
d) Pessoas adestradas no uso correto desses equipamentos.

Considero muito importante a criação deste grupo em todas as empresas, em casos de estabelecimentos de saúde, a responsabilidade é ainda maior, visto que as pessoas que precisam ser retiradas do ambiente na eventual ocorrência de fogo, estão em situação atípica, acamados, debilitados, colaborando para aumentar a dificuldade de evacuação do recinto. Por isso, o treinamento deve ser mais direcionado e reforçado.

Todos os anos no hospital realizam treinamentos, para os brigadistas que já existem e formamos novos, sempre com o incondicional apoio do corpo de bombeiros, uma equipe sempre pronta para colaborar. Se na sua empresa for necessário realizar este treinamento, entrem em contato com a nossa Empresa que iremos a sua cidade para oferecermos o treinamento.

As normas determinam que as empresas devem ter planos contra incêndios, saídas de emergência, extintores e outros equipamentos de proteção, mas de nada adiantará este aparato, se a empresa não contar com pessoas capacitadas e prontas para guiar os colegas de trabalho para as saídas, saber lidar com os extintores, qual deles usar para cada caso de incêndio, sendo assim é extremamente importante que se crie a brigada de incêndio em todas as empresas e que sejam devidamente treinadas. Só assim poderá contar com pessoas preparadas e aptas a agir em caso de inícios de incêndios.

Em todos os estabelecimentos ou locais de trabalho só devem ser utilizados extintores de incêndio que obedeçam às normas brasileiras ou regulamentos técnicos do INMETRO […]

Todas as medidas tomadas para proteção contra incêndios no ambiente de trabalho são importantes e devem ser implementadas para que se por acaso acontecer o sinistro, os resultados sejam amenizados pelas ações que foram tomadas preventivamente.

Assim, damos por fim esse nosso breve resumo sobre as necessidade de se ter uma Brigada de Incêndio.

Lembramos que, o custo de se ter uma Brigada é menor que refazer uma empresa das Cinzas.

Por Rodrigo Santana, Especialista em Segurança Contra Incêndio e Pânico em Edificações.

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CURSO DE BOMBEIRO CIVIL


O Corpo de Bombeiro Voluntários da BR 116 Norte – Tucano – Bahia está com inscrições para o curso de Formação, Qualificação e Aperfeiçoamento de Bombeiro Profissional Civil em sua Sede no Distrito de Caldas do Jorros.

O Curso ocorrerá todo fim de semana com duração de 210 horas ou trés meses.

As aulas serão realizadas todo sábado e domingo em regime de internato.

Para faze o curso, o aluno tem que realizar sua inscrição no valor de R$: 150,00 (cento e cinquenta reais) e cumprir com mais duas parcelas de R$: 125,00 (cento e vinte e cinco reais). Uma prova avaliativa com 15 questionário, estar em dias com seus serviços militares, quite com a Justiça.

Ao termino do curso o aluno tem grandes possibilidades de ingressar na Corporação e fazer parte deste projeto que vai muito além de vestir uma farda.

Ainda receberá um certificado válido em todo território Nacional uma credencial interna registro válido por um ano.

Para maiores informações podem ligar para 75-9991.8287 ou por meio do e-mail: bombeiros-serrinha@hotmail.com/ podem procurar por informações que teremos prazer em atende-los.

INSTRUTOR DE BRIGADA DE INCÊNDIO


CURSO PARA FORMAÇÃO DE INSTRUTOR EM BRIGADA DE INCÊNDIO

Estão abertas as inscrições para a região Metropolitana de Salvador – BA  o curso para formação de Instrutor Brigada de Incêndio em acordo com a ABNT NBR 14276/2006.

O curso tem duração de 16 horas com certificação válido em todo o território nacional.

Os requisitos para fazer o curso são:

  • Ter idade igual ou superior a 18 anos;
  • Ser, Brigadista e/ou Bombeiro Civil, Técnico em Segurança no Trabalho; Engenheiros a fins; Tecnólogos em Segurança no Trabalho, Médico, Enfermeiro e Tecnico em Enfermagem do Trabalho;

O curso tem duração de dois dias. Sábado e Domingo.

O valor é de R$: 550,00 e pode ser parcelado em até 3x em todos os cartões.

Contato e Inscrição por meio do Site: http://www.wix.com/contators/rs

 

Bombeiros Civis LIVRES da lei 11.901


Bombeiros Civis LIVRES da lei 11.901.

Bombeiros Civis de todo Brasil podem comemorar, a Lei 11901 não é mais para nós Bombeiros Civis, é para brigadistas particulares, e então de forma alguma se aplica a Bombeiros Civis!
Não se deixe enganar, a profissão de Bombeiro Civil continua, e a lei 11901 que seria a Lei do Bombeiro Civil que passou a ser a Lei do Brigadista Particular, que é outro profissional.

A profissão de Bombeiro Civil continua e mais forte! – Nota de esclarecimento sobre a Lei 11.901

A lei 11901, que originalmente deveria regulamentar a profissão de Bombeiro Civil, tornou-se um verdadeiro terror para profissão, e por sorte sofreu uma emenda em 16/03/11 que muda o nome do profissional de quem a lei trata de Bombeiro civil para brigadista particular, assim essa Lei não é mais sobre a profissão de Bombeiro Civil que continua tão bem como sempre, e hoje melhor ainda livre da Lei 11.901 que realmente não se aplica ao Bombeiro Civil.
Estou muito feliz com isso, e se você é Bombeiro Civil também deve ficar, vou explicar:

A lei em si, com seu texto desatualizado, incompleto e extremamente limitado, tanto que nem foi regulamentada pelo comissão do Ministério do Trabalho de tão inconsistente, trouxe muitos infortúnios a profissão, cito apenas dois exemplos:

  • Desemprego: centenas perderam o trabalho, pois no texto era, e continua sendo, explicito trabalho em turnos de 12×36, e para as empresas que não praticam esse horário foi mais fácil demitir o profissional que mudar todo sistema de trabalho da empresa.
  • Limitação das atividades: por esta lei, o profissional só poderia exercer exclusivamente “prevenção e combate a incêndio”, num entendimento claro da lei, era proibido ao profissional prestar primeiros socorros, salvamento de qualquer tipo, ou atuar em qualquer outra situação de emergência que não seja única de prevenção e combate a incêndio, a lei não permitia que o profissional atuasse em emergências Químicas ou Serviços de resgate e salvamento ou qualquer outra situação de emergência, impedindo que o Bombeiro Civil atuasse como sempre fez nos tantos municípios e empresas onde está há décadas, e em alguns casos a centenas de anos, esse lei impedia até mesmo auxiliar a Defesa Civil em situações de desastres como recentemente aconteceu no Estado do Rio de Janeiro, já que o desastre não era situação de incêndio.

O universo dos Bombeiros Civis no Brasil é muito vasto, sejam contratados diretos em empresas particulares ou serviços públicos, voluntários, conveniados com municípios, em trabalho misto com militares, ou nas tantas outras áreas de atuação da profissão, há uma realidade muito diferente do que essa lei ameaçava impor, somos muito mais do que a redação pobre da lei descrevia.

E o que perdemos depois da lei mudar? Nada, os dois únicos pontos de destaque dessa lei, foram a carga de 36 horas semanais e o adicional de 30%, mas estes dois pontos são questões trabalhistas, de escopo e atuação dos Sindicatos, que tem competência para assegurar estes benefícios ao Bombeiro Civil.
Dizer que essa lei “reconhecia” a profissão, é outro engano, nossa profissão já é reconhecida há décadas, pela CBO Classificação Brasileira de Ocupações de MTE Ministério do Trabalho e Emprego, por normas técnicas de ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas, pelo mercado de trabalho e pela população, que por falta de informação na maioria dos Estados, acredita que todo Bombeiro que existe é da Polícia Militar, assim do mesmo jeito que a Polícia Militar tem o desconforto de receber os créditos pela ações ruins de alguns poucos maus profissionais civis, também ganha os muitos méritos de excelentes trabalhos dos muitos bons profissionais Bombeiros Civis, sejam em empresa ou em municípios.

Por tanto já passou da hora de profissionais civis, mau orientados, deixarem de usarmos uniformes que imitam os da Policia Militar, e da população e autoridades serem conscientizadas de que existe o Bombeiro Civil no Brasil, e em muitas regiões é o único Bombeiro que existe, que os Bombeiros Militares não podem prestar serviço dentro de empresas os em eventos de grande porte, ondem também é área de atuação do Bombeiro Civil. Os próprios Bombeiros Militares que em dado momento deixam o serviço militar, em muitas vezes encontram trabalho como Bombeiros Civis, o Brasil precisa conhecer esse profissional.

Veja como está a profissãod e Bombeiro Civil hoje:

Continuamos com uma norma técnica nacional, alias a única PROFISSÃO no Brasil que tem uma norma técnica específica da ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas, original de 2000 e atualizada em 2007 com muitas melhorias, trazendo currículo para formação e tabela de dimensionamento a ser cumprida, essa norma garante muito aos profissionais, inclusive vagas no mercado de trabalho, A norma pode ser adquirida em http://www.abntcatalogo.com.br pesquise por Bombeiro Civil ou 14608.

A profissão de Bombeiro Civil, consta da CBO Classificação Brasileira de Ocupações do MTE Ministério do Trabalho e Emprego, desde sua versão mais antiga em 1997 e continuou em todas atualizações, pode ser consultada em http://www.mtecbo.gov.br. Pesquise por Bombeiro Civil ou por 5171.

Existem Sindicatos de Bombeiros Civis na maioria dos Estados do Brasil, com destaque para o SindiBombeiros de São Paulo, que existe desde 1996, sendo referências para todo Brasil e pode ser visto em http://www.sindibombeiros.com.br .

A profissão de Bombeiro Civil esta presente em toda história do Brasil, basta ver em Joinville a mais antiga Associação de Bombeiros Voluntários do continente Sul Americano, sendo o 1o Corpo de Bombeiros Voluntários do Brasil, fundado em 1892, e por Civis, logo “Bombeiros Civis”.confira em http://www.cbvj.com.br

Temos hoje um Conselho Federativo de Bombeiros Civis, que é a evolução do projeto iniciado em 2009 como Conselho Nacional de Bombeiros Civis, que nasceu como uma associação com centenas de membros fundadores, passando por período de consolidação sendo hoje legalmente constituído, com estrutura de associação e registros em andamento, atendimento por telefones e site em final de construção, mas principalmente, com equipe de trabalho atuante e incisiva nas questões de conscientização, defesa e desenvolvimento da profissão de Bombeiro Civil no Brasil, confira e participe em http://www.cfbc.com.br.

Concluo que esta lei, da forma como estava, era perniciosa a profissão e seria muito difícil conseguirmos corrigi-la. Acredito que não precisamos dela, a vaidade de ter uma lei federal que regulamenta a profissão foi um pesadelo que custou muitos empregos, e foi a maior e pior ameaça real que já enfrentamos.
Essa Lei 11901 que hoje se aplica ao brigadista particular, este profissional limitado exclusivamente a ações de prevenção e combate a incêndio, não se aplica ao Bombeiro Civil, que é um profissional muito mais bem preparado, com formação muito mais completa e áreas de atuação muito mais amplas, todas estas conquistas da profissão estavam ameaçadas e hoje estamos salvos.

Então temos motivo para comemorar que a Lei 11901 não seja mais a lei do Bombeiro Civil, e sim a lei do Brigadista Particular, o que mudou foi a lei que passa para outro tipo de profissional, e reforço que a profissão de Bombeiro Civil não mudou, a lei em si é que mudou para outra profissão.

E quem é esse brigadista particular? Na prática, há tempos que algumas empresas já contratavam brigadistas particulares, na maioria dos casos são seguranças com formação extremamente precária, ao invés de bem treinar seus próprios colaboradores de forma a atender as exigências das normas do Ministério do Trabalho, da ABNT e dos Decretos Estatuais específicos, essa prática ruim coloca em risco vidas e patrimônios, e a lei 11901 que agora trata desse brigadista particular, nada garante a melhora desse quadro. Exemplo dessa pratica são algumas grandes universidades em São Paulo, que tem um fluxo enorme de pessoas mas pequeno de funcionários, assim mantém estes seguranças, digo brigadistas particulares.

Independentemente dos brigadistas da empresa, sejam os próprios profissionais bem treinados ou estes particulares contratados, as empresas continuam precisando contratar Bombeiros Civis caso se enquadrem no dimensionamento da ABNT/NBR 14608 Bombeiro Profissional Civil – Requisitos -2007, sob pena de serem acionados legalmente por não observarem uma norma nacional.

Percebam que existem norma específicas e distintas para Brigada de Incêndio, a ABNT/NBR 14276 Brigada de Incêndio – Requisitos, e para Bombeiro Civil, a ABNT/NBR14608 Bombeiro Profissional Civil – Requisitos, pois os dois personagens são necessários no cenário de prevenção e resposta a emergências nas empresas, eventos e comunidades, ambos são complementares, um não isenta a necessidade de outro. Um exemplo muito simples:
Dificilmente um brigadista, com formação e competências limitadas, pode ajudar a Defesa Civil ou mesmo os Bombeiros da Policia Militar em situação e desastres pois tem formação muito limitada, já Bombeiros Civis, com formação e competências mais adequadas a situação podem, e isso aconteceu recentemente nos desastres do Rio de Janeiro: Mais de 40 voluntários de brigadas de grandes empresa da região se apresentaram para o serviço, mas foram dispensados por não terem habilidades compatíveis com a situação, já os grupos de Bombeiros Civis voluntários de diversos Estados que se apresentaram, foram aceitos e participaram dos trabalhos e fizeram a diferença, pois tinham competências para tal. Creio que com esse exemplo entendemos a diferença entre o brigadista e o Bombeiros Civil.

Assusta-me muito a completa ignorância dos Deputados que votaram sobre a questão, e das péssimas emendas que foram apresentadas, isso mostra o quanto desconhecem este assunto tão importante, o qual foram mau assessorados, será que nenhum assessor fez seu trabalho, nem mesmo informar a simples diferença entre Bombeiro Civil e Brigadista, será que ninguém tem acesso as normas do Ministério do Trabalho e Emprego, da ABNT em especial 14608 e 14276, ou mesmo os Decretos Estaduais de segurança contra incêndio e emergências. Mas o pior de tudo, o quão fácil foram manipulados pelos inimigos da profissão, que são poucas pessoas mas grande poder.

Não vou comentar mais sobre como os inimigos da profissão mantém uma visão obtusa da fundamental importância dos serviços de Bombeiros Civis em empresas e municípios, para um Brasil mais seguro em toda sua grandeza, mas precisamos encontrar um melhor entendimento para estas pessoas.
É lamentável que algumas pessoas em posição de comando de algumas instituições, se coloquem como inimigos do Brasil e com manobras insanas tentam a todo custo destruir a profissão de Bombeiro Civil, a forma voraz com que se empenham para um monopólio do termo Bombeiro, num corporativismo ainda mais insano, pode destruir esse País, se tiverem sucesso em privar nosso povo e instituições desse profissional, O resultado dessa visão equivocada que eles tem da profissão e de sua importância chegou ao ponto de manipularem tantos políticos, que vergonhosamente se deixaram manipular, por ignorância ou por interesses, qualquer que seja não há justificativa para tal.
Como podemos confiar nesses “políticos” se votam algo tão sério de forma tão imprudente?

Mas novamente, tivemos muita sorte com oque aconteceu.
Afinal, nos livraram dessa Lei, me restando pensar que alguém lá em cima gosta muita da gente aqui em baixo e da profissão de Bombeiro Civil.
Comento que é muito irônico que os inimigos da profissão de Bombeiro Civil, tanto fizeram que conseguiram mudar o nome da lei de Bombeiro Civil para Brigadista particular, acreditando que iriam acabar com a profissão, porém… Aconteceu o contrario, eles nos ajudaram e muito, ao mudar o termo Bombeiro Civil para Brigadista Particular, simplesmente excluíram o Bombeiro Civil dessa lei.
Toda limitação para exercício profissional que a lei impunha, a escala que custou tantos empregos e tantos outros pontos ruins dessa lei, já não nos atingem, porque não somos brigadistas particulares, somos Bombeiros Civis.
Meus mais sinceros agradecimentos aos inimigos da profissão que tanto nos ajudaram agora, graças a vocês podemos exercer novamente nossa profissão com plenitude, voltar a aumentar o numero de vagas no mercado de trabalho, e principalmente continuar o desenvolvimento dessa profissão em todas as suas áreas de atuação, de forma tão grandiosa como os próprios profissionais e o povo desse País tanto merecem.

E agora?
Graças à mudança da lei 11901 e livres dela, hoje a profissão de Bombeiro Civil esta num período excelente, os empregos continuam e os registros em carteira também, e como Bombeiro Civil!
Agora é o momento para fortalecer e muito a profissão, só precisamos de duas atitudes conscientes:

1) Fortalecer o Conselho:

Precisamos que todos os profissionais se filiem ao Conselho Federativo de Bombeiros Civis, antigo Conselho Nacional de Bombeiros Civis, sejam estudantes, profissionais do setor privado, público, membros de serviços municipais, mistos, conveniados ou não com Bombeiros Militares, Voluntários de Associações, as próprias Associações, Escolas e Empresas que oferecem serviços de Bombeiro Civil, todos podem e é altamente recomendado que o façam. Com isso o Conselho tem força para lutar pela profissão e ser um ponto de coesão para todas as entidades que hoje estão sozinhas e frágeis, isso muda hoje, agora somos todos um só, muito mais forte.

2) Fortalecer os Sindicatos:

Que todo profissional, que trabalhe com registro em carteira de trabalho, se filie ao Sindicato de Bombeiros Civis de seu Estado, e participe ativamente das reuniões e ações em prol da categoria, os Sindicatos são os únicos representantes legais com poderes outorgados pelo Governo, para representar os interesses dos profissionais junto aos empregadores e intermediar conflitos nessas situações, assim algumas ações trabalhistas são de escopo exclusivo dos Sindicatos.
Obs* Alguns Sindicatos não tem grande prestigio entre os próprios profissionais, eu digo que a culpa do sindicato ser bom ou não, se for o caso, é do próprio profissional, que nãos e filia, não participa, e se estiver descontente não monta uma chapa par concorrer a diretoria, então temos oque merecemos, e fazemos por merecer, vai ficar melhor quando você participar e melhorar.

Dessa forma Conselho e Sindicatos, ambos com sua grande importância, se completam e se complementam, podem somar esforços e trabalhar como uma linha maciça e com enorme força pela profissão. Os Sindicatos em seu compromisso maior com o Trabalhador em si, as questões trabalhistas como convenções, convênios e outros benefícios ao trabalhador, e o Conselho com seu objetivo maior com a profissão em si, com as questões profissionais, como defesa e desenvolvimento da profissão, do nível técnico, da Ética, da conscientização da população e das autoridades, em representar os interesses dos profissionais em Leis e Normas, atuando em outras questões que não são de escopo direto dos Sindicatos.
Assim estas duas grandes instituições, mesmo trabalhando independentes uma da outra, em prática se completam, e juntos podem dar suporte muito mais amplo ao profissional e as entidades que prestam serviço relacionado ao Bombeiro Civil.

Você precisa se envolver, a profissão é responsabilidade de todos, portanto, sua também, é nós vamos te ajudar a participar, comece se associando ao Conselho, e se for empregado como Bombeiro Civil com carteira registrada se filie também ao Sindicato de Bombeiros Civis do seu Estado, pois temos muito trabalho pela frente. Contamos com sua participação.

Cada profissional, cada Associação, cada entidade de ensino ou de prestação de serviços, cada empresa e todo município que tenham Bombeiros Civis, todos devem participar, todos tem cadeira no Conselho, para serem ouvidos e fazer sua voz ser ouvida pela profissão, não estamos sozinhos e somos muitos, acredite, começamos hoje a fazer valer de fato a profissão de Bombeiro Civil nesse País.

Cada vez mais fortes!

Rodrigo Santana

Presidente do Grupamento de Resgate Busca e Salvamento da Bahia – GRBS – BA, Presidente do Grupamento Tático Resgate – GRUTAR

Ivan Campos
Presidente do CFBC Conselho Federativo de Bombeiros Civis, 2011-2016
Diretor fundador ProBomberios – Comissão Permanente para Conscientização, Defesa e Desenvolvimento da Profissão de Bombeiro Civil, 2010
Diretor fundador ICBP – Instituto Brasileiro de Pesquisas em Emergências Prof. Ivan Campos, 2004
Membro Associado ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas / CB24 Comitê Brasileiro de Segurança Contra Incêndio.