Corporação voluntária é alternativa para aumento de bombeiros

por Rodrigo Santana, sexta, 9 de setembro de 2011 às 14:22

 Data: 19/08/2011  /  Fonte: Revista Emergência

 A fundação de um corpo de bombeiros voluntários costuma seguir o mesmo roteiro: numa pequena cidade, distante de qualquer serviço de atendimento, surge a necessidade de criar um sis­tema próprio em razão da ocorrência de acidentes, incêndios e agravos à saúde da população.

Em dezenas de municípios da Região Sul do Bra­sil, o modelo escolhido para responder a emergências é o voluntaria­do. Assim, cria-se uma associação, capacitam-se voluntários e, com a contrapartida da prefeitura e doações da comunidade, estrutura-se uma corporação. Só no Rio Grande do Sul, são mais de 30 entidades do ti­po, as quais, unidas, formam a Voluntersul (Associação de Bombeiros Voluntários do Estado).

Diretor-presidente da entidade e comandante da corporação de Nova Petrópolis (RS), Edison Eduardo Rother repete um discurso que é quase um lema entre os voluntários: “Não estamos aqui para roubar espaço de ninguém”. A referência é clara à comparação que surge com as corporações militares mantidas pelos estados e a quem compete, constitucionalmente, a tarefa de resposta a emergências.

Para Rother, o voluntariado é uma solução para preencher as lacunas deixadas pela ausência do Estado. Com organização, legislação e trans­parência, afirma, é possível estender a experiência exitosa do Sul a todo o Brasil. A razão da sua crença está na própria corporação: são 18 veículos e 60 bombeiros – um para cada grupo de 317 pessoas (a maior corporação militar do Brasil, do Rio de Janeiro, tem um bombeiro para 937 habitantes).

Revista Emergência – Como funciona um corpo de bombeiros voluntários e no que ele se difere do militar?

Edison Eduardo Rother –É uma associação que busca dar atendi­men­to de emergência a sua comunidade pelo tra­balho voluntário de pessoas treinadas e capa­citadas para isso. Normalmente, há um vínculo ou uma autorização da prefeitura do seu mu­nicípio para atuar. Algumas têm um convênio financeiro, outras só uma parceria e isso de­pende de município para município, incluindo o valor que recebem. A associação se organiza de acordo com a necessidade da sua comu­nidade.

 Revista Emergência – Como Nova Petrópolis se organizou?

Rother – A cidade tem 19 mil habitantes. Nosso carro-chefe é o atendimento com ambulâncias, mas atendemos de 35 a 40 incêndios por ano. A nossa estatística gira anualmente em torno de duas mil ocorrências. Nos últimos dois anos, em virtude dos temporais na região, tivemos um aumento significativo. Para tanto, temos uma estrutura bastante grande, com 18 veí­culos, incluindo uma UTI móvel, três ambulân­cias de suporte básico, autoescada, ABT (Autobomba-Tanque), AT (Autotanque), carreta, bar­co, carro administrativo e carro resgate. Para usarmos a UTI, contamos com médicos do posto de saúde ou do hospital.

Por Rafael Geyger

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