Emergências Químicas

A importância dos exercícios simulados nas emergências químicas

Data: 09/08/2011 / Fonte: Revista Emergência

Sabemos que a preparação é a chave para um adequado atendimento a uma emergência química. Se estivermos bem ­preparados, haverá uma boa chance de realizarmos um bom atendimento, cumprindo com segurança os procedimentos que foram estabelecidos em protocolos (órgãos públicos) ou em um PAE (Plano de Ação de Emergência), no caso de empresas.

Para a atividade industrial, o simulado é, normalmente, a última fase da etapa de preparação, já que o exercício foi, na maioria das vezes, precedido de um estudo de análise de riscos em que possíveis cenários acidentais dentro da empresa foram identificados, suas con­sequências foram avaliadas e os recursos e os procedimentos necessários para o atendimento emergencial àqueles cenários foram ad­qui­ridos e estabelecidos.

Ao se adicionar a tudo isto um apropriado fluxograma de acionamento de técnicos e instituições e uma estrutura orga­ni­za­­cional para o gerenciamento da emergência, te­remos os principais elementos que irão com­por o PAE da empresa.

Mas o que é um simulado? Segundo o Dicio­nário Michaelis (2008), simulado é algo feito à imitação da coisa verdadeira. É exatamente este o sentido da palavra simulado para nós: é uma imitação de uma situação real. Assim, um simu­la­do é um exercício prático que imita uma situa­ção real, cuja finalidade é a de avaliar a eficiência dos planos de emergência, bem como treinar as equipes de resposta. Evidentemente, os simulados objetivam também promover a in­te­gração entre os diversos órgãos que estarão atuando conjuntamente na resposta às emergências químicas.

Há vários tipos de simulados: de acionamento, de mobilização, tabletop, de gestão de emergências e de avaliação de procedimentos e recursos. Este último, realizado em campo, recebe o n­ome de simulacro, termo pouco utilizado no Brasil, porém muito comum na América Latina. No senso comum, utilizamos as expressões “simulado teórico” e “simulado prático” (simulacro).

O simulado tem quatro fases distintas, igualmente importantes: planejamento, organização, execução e avaliação. Na fase de planejamento são definidos seus objetivos, escopo (tipo de simulado), datas, etc. Na fase da organização as de­mais instituições participam e se define o ce­nário (impacto ambiental, vítimas), a atuação de cada uma, recursos a serem utilizados, crono­lo­gia, equipe de avaliadores, etc. Na fase da execução o exercício é desenvolvido conforme o planejamento realizado. Na fase de avaliação as instituições devem se reunir e realizar uma análise crítica do exercício, a partir do que foi observado pela equipe de avaliadores e por elas próprias, permitindo, assim, a­pri­moramento dos tra­balhos.

Observem que um simulado deve imitar uma si­tuação real. No entanto, muitas vezes, um simu­lado prático é estruturado e desenvolvido como se fosse uma encenação, cujo conceito no Dicionário Houaiss (2008) é: montagem e representação. Atitude cujo feito é iludir ou impressionar alguém. E, quero crer, não é este o obje­tivo de um simulado.

Edson Haddad – Químico e membro da Comissão Nacional do P2R2

Leia a coluna na íntegra na edição de agosto da Revista Emergência

http://www.revistaemergencia.com.br/noticias/leia_na_edicao_do_mes/a_importancia_dos_exercicios_simulados_nas_emergencias_quimicas/J9jyAnjj

Foto: CETESB

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