Orientações para sistema de saída de emergências em edificações

por Rodrigo Santana, sexta, 9 de setembro de 2011 às 14:08

Este é um trabalho que se destina aos profissionais de projetos, de execução de obras e para alunos dos cursos de Arquitetura e Engenharia. Reúne dados de pesquisa teórica, prática, normas e legislações de proteção contra incêndio para orientação a um sistema de saídas de emergência em edificações. Os dados apresentados neste trabalho reúnem conceitos gerais, fundamentais para a concepção de saídas de emergências seguras, portanto independem do tipo de edificação.

 Em relação aos tipos de escadas de segurança apresentados, o conceito é geral, mas há a necessidade de sempre ser verificado nas legislações estaduais e municipais qual é o tipo e a quantidade de escadas especificadas para cada tipo de ocupação de uma edificação.

A falta ou inobservância de detalhes construtivos integrantes do sistema de saídas de emergência acarreta, no caso de utilização real, o desencadeamento de lesões corporais, entrada em pânico e até casos mais graves.

A construção do sistema de saídas de emergência deve estar em condições de dar conforto mínimo e segurança ao usuário. É peça fundamental no sucesso da retirada de pessoas de locais sinistrados. Em poucos segundos, a pessoa é submetida à intensa carga física e emocional para as quais, normalmente, não está preparada, e a construção deve estar isenta de riscos desnecessários.

As saídas de emergência em edificações têm como objetivo fornecer aos profissionais de projeto, de execução e alunos dos cursos de Arquitetura e Engenharia as ferramentas para planejar e executar o sistema de abandono em caso de emergência em qualquer tipo de edificação: residencial, comercial, industrial, social, institucional, etc.

Atualmente, nossas legislações são rigorosas em determinadas situações, deixando lacunas em outras. Nas lacunas é que se encaixam as saídas de emergência, pois em vários municípios não há legislações que especifiquem a obrigatoriedade de serem seguidas orientações específicas ou a própria norma brasileira que trata do assunto, a norma NBR 9077. Ressaltamos, ainda, que a própria NBR 9077 está em processo de revisão.

A saída sob o aspecto da prevenção é o conjunto de medidas jurídicas e administrativas destinadas a proteger pessoas e bens contra riscos, antes que se manifestem, no momento e após. Já a busca incessante de controle de gastos e diminuição de custos nas obras leva vários profissionais a ignorarem itens fundamentais nas saídas de emergência. Como resultado, temos a inconsciência, a imprudência, o risco para os outros, a ne­gligência, a inconsequência e a ignorância. É para a proteção do homem que existe a legislação e o correto projeto, suprindo as falhas do aspecto humano e salvaguardando os bens. Nas sociedades evoluídas é dado um valor inestimável às pessoas, e as perdas de vidas humanas são consideradas como inaceitáveis. “O prevencionista (projetor ou executor) não poderá ser amador.”

Heliodoro Alexandre Abolins – coronel do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo

Flávio José Bianchini – tenente-coronel do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo

Luiz Henrique Nomellini – capitão do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo

Este artigo foi publicado originalmente no livro “A Segurança contra Incêndio no Brasil”, com o título “Saídas de Emergência em Edificações”.

Leia o artigo completo na edição de agosto da Revista Emergência

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