9 . DIABETE MELLITUS

Diabetes Mellitus

Todas as células do organismo necessitam de glicose (açúcar) para a produção de energia. A circulação sangüínea distribui esse açúcar para as células, entretanto, para que possa entrar no interior da célula é necessária a presença de insulina.

A insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas cuja principal função é permitir a entrada de glicose na célula. Caso este hormônio esteja ausente, a glicose se acumula na circulação e a célula sem seu “combustível”, rapidamente sofre danos irreversíveis. As células do sistema nervoso (neurônios) são muito sensíveis à falta de glicose e as primeiras a sofrer danos com sua ausência.

9.1. Definição

Diabete é uma doença de evolução crônica em que o organismo é incapaz de utilizar a glicose para produção de energia por diminuição ou ausência de insulina. Sem a insulina, a glicose não entra na célula, se acumulando na circulação e, como conseqüência, ocorre um aumento do volume urinário na tentativa de eliminar o excesso de açúcar da corrente sangüínea. Esta reação é a principal responsável pelos sintomas principais do diabete, a saber: polidipsia (sede intensa), poliúria (aumento do volume de urina) e fadiga facial com diminuição de capacidade de trabalho. Entre as complicações do diabete, a acidose, o coma diabético e a hipoglicemia choque insulínico constituem as mais graves, requerendo tratamento imediato e geralmente caracterizam o descontrole da doença em sua expressão máxima.

9.2. Acidose e Coma Diabético

Uma vês que a célula não pode utilizar a glicose para produção de energia, ela busca outra fonte de energia – a gordura. Entretanto, esta não é tão eficiente quanto a glicose, além de produzir resíduos ácidos. Essa situação de acidose orgânica, caso não corrigida de imediato, leva ao coma diabético – situação grave que necessita de atendimento de emergência.

9.3. Sinais e Sintomas

Geralmente de evolução lenta (até dias), iniciando por polidipsia, poliúria, vômito, dor abdominal, respiração rápida e profunda, pulso rápido e fraco, alteração da consciência iniciando por confusão, estupor até coma.

9.4. Atendimento de Emergência no Pré-hospitalar

● Obter informações da história clínica da vítima e repassar informações ao médico:

○ se é portador de diabete;

○ se usa insulina e se o faz corretamente;

○ condições alimentares;

○ uso de álcool;

○ infecção recente, etc.

● Administrar oxigênio em altas concentrações.

● No caso de vômitos, transportar a vítima em decúbito lateral esquerdo.

● Transporte imediato ao hospital.

9.5. Hipoglicemia – Choque Insulínico

Ocorre quando o nível de glicose no sangue está muito baixo. Rapidamente o açúcar circulante entra nas células e não existe glicose suficiente para manter o suprimento constante das células cerebrais. Sobrevém a inconsciência em questão de minutos.

Entre as causas principais, o paciente diabético que usou a insulina em dose maior do que a desejada ou que não se alimentou adequadamente ou aquele que praticou exercício físico em excesso.

9.6. Sinais e Sintomas

São de início rápido (minutos), com tontura, cefaléia, confusão mental e evoluindo para convulsão e coma,

9.7. Atendimento de Emergência no Pré-hospitalar

 ● Obter informações da história clínica da vítima.

● Vítimas conscientes – administrar açúcar (suco ou água com açúcar).

● Vítimas com alteração da consciência ou inconscientes – não fornecer nada via oral.

● Administrar oxigênio.

● Decúbito lateral no caso de vômito.

● Transporte imediato para o hospital.

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